terça-feira, 14 de junho de 2016
O Verme Rastejante
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Era Uma Vez
A menina adormeceu.
Agora eu fico assim, meio que olhando as estrelas. Já penso tanto em parar que os meus pés já não me obedecem mais. Pois é, perdi aquele Q de paciência que me dominava, e agora com ela dormindo por aí, não sei o que fazer. Mas vai ser bom eu provar outros sabores. Há tantas outras frutas mordidas por aí, que hoje fica fácil tentar ir em frente sem ter um farol de referência.
A menina adormeceu. Ela quer ficar distante. Respeitarei sua decisão, mesmo sabendo que a história é minha, e ela sendo a minha personagem preferida, e o meu "Se" no meu pequeno mundo de paz. Aqueles olhos grandes me farão falta. Sim eu sei, mas nada poderei fazer se eles adormeceram e se desviaram para o lado oposto da escuridão.
Apenas peço-lhe desculpas. Por esses cantos não mais passarei. Tu ficarás presa aqui, e morta estarás nas próximas páginas. Algumas referências te sobrarão, mas quando despertar deste sonho alucinado, eu já estarei distante e cansado de fugir não sei do quê. Não! Não aconselho que volte. Lembra daqueles leões? Pois saiba que eu não os matei, apenas os deixei estonteados e desorientados. Lembre-se que eles ainda mordem, e isso eu sei que dói, e o quanto dói.
Novos caminhos para pessoas diferentes. Só eu que não mudei, ao menos como tantos esperaram. Escrevo por entre linhas, e jamais as palavras me ferirão tanto quanto as tuas atitudes me feriram.
Boa noite menina!
Bons sonhos!
Há vários outros mundos dentro de mim, mas eu continuarei o mesmo para sempre. Fermento-me com os passar dos tempos, e hei de melhorar tanto quanto os vinhos. Destilados ou do outro lado, nada me distrairá...
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Diário de um Vegetal
Procurei algumas cinzas do que eu era antes, e me deparei com coisas horríveis. Jamais poderia imaginar que eu era assim, e que hoje, sou apenas algumas cinzas daqueles tempos que passaram.
Ontem olhei pra lua pela enésima vez, e senti que jamais me cansaria dessa vida. Andante como eu sou, nunca me apegarei a nada, apenas algumas lembranças que as vezes teimam em retratar a minha mente.
Marte está em escorpião, Júpiter em leão, mas nada sei de horóscopo, e muito menos de astronomia. Procuro não ser sentimental. Sentimentalismo barato nunca foi o meu forte. Se eu gosto, eu gosto pra valer, jamais serei metade. Jamais refleti falsidade, e por nada mudarei esse meu jeito, mesmo por alguém que eu tanto ame. O meu eu é sempre prioridade, e mesmo assim, às vezes eu não entendo e e sempre deixo a desejar.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
UM DIA NORMAL?
Chega a noite e nada de anormal acontece. Penso em ir até pracinha jogar um pouco de conversa fora, e parecer um pouco normal. Penso também em comprar pizza, mas a essa altura, o sabor já não importa, não tem mais sentido.
Chocolate já não me anima tanto, parece que já perdi o interesse.
Depois que ela passou, não deixou nenhuma lembrança enfatizada, apenas algumas faíscas que as vezes o vento sopra e leva algumas cinzas, fora isso, não tenho mais nada. Mas porque chorar sozinho? Se não haverá ninguém para enxugar as nossas lágrimas. É meio como escolher uma garrafa de vinho, já sabendo que não vai gostar do sabor, e acabar tomando cerveja, simplesmente porque o whisky acabou e o queijo que você gosta foi vendido porque a data de validade venceu.
Já pensou, um dia assim é tudo que deveria passar. E logo hoje, que eu resolvi brincar de ser normal, e sair por aí distribuindo arrogância e patada em tudo que for gente. Pois é, as vezes eu canso também. Desculpo a quem me machuca, não por pena dessa pessoa, mas por querer tentar entender o que faz chover em dias ensolarado.
A lua está sempre no céu, as estrelas também estão presentes, e eu preso aqui dentro, insistindo, resistindo e respirando. As fatias de pão não importam, podem ser de pão integral ou não. Quanto ao sabor do creme dental, esse sim, tem que ser de menta ou tutti-fruti. Não rejeito nada, as seriedades param por aqui e só, as coisas inúteis tomam de conta de todo o mundo.
#Diariodeumvegetal
JÁ NÃO ENUMERO OS DIAS
terça-feira, 17 de maio de 2016
CONSIDERAÇÕES DA VIDA
DIÁRIO DE UM VEGETAL
sábado, 14 de maio de 2016
O Moço de Cabelos Brancos
Caminhei até aquela estrada deserta, e logo chequei numa casinha bem arrumada.
_ Bom dia! Disse aquele velho moço. Parece que tu está triste jovem rapaz?
Parei bem junto a porta, cruzei os braços o saudei com um cansado bom dia.
_ Só estou cansado meu velho, pareço-me tão velho quanto o senhor, porém muito mais desmotivado, não vejo mais estradas adiante, e preciso chegar até um local que ainda não sei onde e nem qual é.
Difícil essa jornada busca de respostas!
Aquele velho homem logo percebeu algo, mas eu não tinha mais nada a questionar, apenas aceitar as dúvidas que o mundo jogava bem na minha cara.
_Filho, não se iluda sozinho. Vá em frente e enfrente o mundo. Desça e suba montanhas, não tente rodea-las, algumas dores tem que ser sentidas. Andar descalço por sobre as pedras, acaba engrossando o couro do pé...
...Não importa
O mundo sempre te dará as respostas.
Seja o tempo que for
Não há ninguém à toa, que não perceba quando se está com sede.
Riscos todos nós corremos, mas se negar a andar por falta de caminhos é ridículo.
Diário de um Vegetal
O moço de cabelos brancos